A Arte

Entende-se por Arte Bizantina a arte que floresceu sob o Império Bizantino e que se consistiu numa combinação de influências helênicas, romanas, persas, armênias e de várias outras fontes orientais. A notoriedade de seu caráter deriva especialmente da combinação destes elementos muitas vezes tão diversos. Diversidade que prevaleceu sobre fatores de ordem técnica.Quase sempre intimamente atrelada à religião cristã, teve como objetivo principal exprimir a prevalência do espiritual sobre o material, da essência sobre a forma, e a elevação mística conseqüente desse pensamento.

Foco

Na arte Bizantina o foco está nas figuras humanas, cujas identidades revelam três elementos principais na formação do Império Bizantino. As mais proeminentes são as figuras de santos da fé cristã – Cristo, a Virgem Maria, os santos e os apóstolos. Bispos e anjos, muitas vezes são retratados em sua companhia. O imperador, que se acreditava ser divinamente sancionada por Deus, era central para a estrutura política e a arte desempenhou um papel vital em visualizar os seus poderes. Imagens de querubins, heróis mitológicos, deuses e deusas, e personificações das virtudes são reflexos da influência contínua da herança clássica de Bizâncio.

As figuras retratadas frontalmente, de aspectos majestosos, vigentes nas primeiras obras da arte bizantina, com o tempo deram lugar a formas que, mesmo ainda solenes e suntuosas, mostravam-se mais variadas e cheias de vida.

O Artista

Em Bizâncio ser artista era uma profissão honrosa, embora sejam muito raros antes do século XIII os casos de indivíduos cujos nomes tenham se tornado conhecidos. O artista não era estritamente especializado, um mosaicista, por exemplo, também poderia pintar afrescos. A formação de um artista normalmente consistia de um pai que passa para seus filhos (inclusive filhas) suas habilidades e equipamentos. Também acontecia de os pais colocarem seus filhos como aprendizes de mestres. Quando os artistas bizantinos trabalhavam no exterior, geralmente o faziam em grupos.

A Arte

A arte bizantina era em muitos aspectos fortemente dirigida pela religião; ao clero competia, além das suas funções, organizar também as artes, sendo dessa forma os artistas meros executores. O regime se pretendia teocrático e o imperador detinha poderes administrativos e espirituais.

A história da arte bizantina pode ser dividida em cinco períodos, que coincidem aproximadamente com as dinastias que se sucederam no poder do império:

Período constantiniano

Foi no período constantiniano que se deu início a formação do que conhecemos por arte bizantina, quando vários elementos citados acima se combinaram. Pouco resta da pintura, da escultura e dos mosaicos desta época.

Período justiniano

Este período é considerado como a primeira idade áurea bizantina. Das escassas obras que restam do período, a mais importante seja talvez a Cátedra de Maximiano, revestida de placas de marfim com passagens da vida de Cristo e dos santos.

Há ainda o marfim Barberini que se encontra no Museu do Louvre.Uma característica que marca este período é a decoração, com formas naturalísticas em adornos sempre mais sofisticados.De Igual modo essa tendência se apresenta nas sedas, como as atualmente mantidas no Museu de Cluny, em Paris, que têm clara inspiração persa.O artesanato em metais destaca-se na produção artística que se situa entre o falecimento de Justiniano I e o princípio da fase iconoclasta.Entre o século VII e o século VIII o culto às imagens e às relíquias foi combatido pelos soberanos ditos iconoclastas. Isso porque os mesmos consideravam a prática como idolatria de influência pagã. Neste período foram destruídos quase todos os conjuntos decorativos e as raras esculturas da primeira idade áurea, sobretudo em Constantinopla.

Depois de Justiniano, somente durante a dinastia macedônica e depois de superada a crise iconoclasta foi que as artes voltaram a florescer.

Período macedônico

Chamado segunda fase áurea bizantina, o período macedônico começa com Basílio I (867-886) e tem seu ápice sob Constantino VII (945-959).

O arranjo das igrejas, por volta do século X, satisfez a um esquema hierárquico: domos, absides e partes superiores foram reservados às figuras celestiais (Cristo, a Virgem e os santos).  Já as partes intermediárias, como áreas de sustentação, às passagens da vida de Cristo; e as partes mais baixas, aos patriarcas, apóstolos, profetas e mártires.

As cores, disposição e apresentação das diferentes cenas variavam de modo sutil, para criar a ilusão de espaço e transformar em tensão dinâmica a superfície achatada e estática das figuras.

Desse período, pode-se destacar a escultura em marfim. Existiram dois centros principais de produção, conhecidos como grupos romano e nicéforo.

Há, também, o esmalte e os produtos artesanais em metal, que confirmam o gosto bizantino pelos materiais belos e ricos.

Período comneniano

A arte comneniana é assinalada por uma libertação crescente em relação às tradições e se desenvolve na direção de um formalismo de anseio basicamente religioso. Esta arte, nos séculos seguintes, servirá de padrão para a arte bizantina dos Balcãs e da Rússia, que tem nos ícones e na pintura mural suas expressões mais elevadas.

Período paleologuiano

No período dinástico dos Paleólogos é evidente o empobrecimento dos materiais, o que produz uma preponderância da pintura mural, de técnica menos sofisticada, sobre o mosaico.

Distinguiram-se duas grandes escolas sendo a primeira delas, a de Tessalônica, que prossegue com a tradição macedoniana e pouco ou nada inova. A outra, mais cheia de vitalidade e originalidade, é a de Constantinopla, que tem início por volta de 1300, como atestam os mosaicos e afrescos da igreja do Salvador.

Estilo ítalo-bizantino

Esse estilo se desenvolve basicamente em Veneza, Siena, Pisa, Roma e na Itália meridional e foi reflexo da ocupação Bizantina na península itálica no período que vai do século VI ao século XI A partir do ícone, pintores do porte de  Duccio e Giotto, lançaram os fundamentos da pintura italiana.

A influência bizantina repercutiu ainda em meados do Século XIV, notadamente na obra dos primeiros expoentes da pintura veneziana.

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